Rian Souza Vieira - Doctoralia.com.br
Tratamentos

MI-TLIF

Descompressão tanto da estenose central quanto foraminal.

MI-TLIF

A degeneração das estruturas da coluna lombar pode gerar dor tanto axial (nas costas) quando irradiada (para as pernas – ciática), além de fraqueza, dificuldade para caminhar e parestesia (sensações cutâneas de formigamento, queimação, picada, pressão, calor, frio, etc.) das extremidades. Esses sintomas radiculares (para os membros) são usualmente tratados através da descompressão do nível afetado. No entanto, suas indicações são limitadas, não conseguindo sucesso na resolução de problemas discogênicos, facetários, e na instabilidade e desequilibro da coluna vertebral (1).

As causas anatômicas de dor nas costas têm sido tratadas cirurgicamente com a artrodese (fusão espinhal). Uma das técnicas utilizadas é o TLIF (do inglês Transforaminal Lumbar Interbody Fusion), que permite a descompressão tanto da estenose (estreitamento) central quanto foraminal através de uma única incisão posterior, inicialmente descrito por Harms and Rolinger (2). Com o desenvolvimento das técnicas minimamente invasivas de laminectomias e facetectomias por dilatadores tubulares (ver descompressão), além de parafusos pediculares percutâneos e próteses intervertebrais, a técnica manteve os mesmos bons resultados do TLIF aberto, porém com menor perda sanguínea no intra-operatório, menor tempo cirúrgico, alta hospitalar antecipada e melhores resultados de fusão (3–5).

MI-TLIF

TÉCNICA CIRÚRGICA

No MI-TLIF, a incisão costuma ser no lado mais sintomático. A fluoroscopia é essencial na localização do nível a ser operado, assim como na inserção dos dilatadores tubulares e colocação dos cages interssomático para artrodese anterior. O portal de trabalho apresenta 22 mm de diâmetro e mantém-se preso à mesa cirúrgica por um braço especial. Durante todo o processo cirúrgico, o médico cirurgião utiliza-se de microscópio para melhor visualização das estruturas, que incluem musculatura paravertebral, facetas articulares, ligamento amarelo, raízes nervosas, e também a retirada do disco intervertebral para colocação de um cage interssomático (prótese intervertebral). Para suplementação posterior utilizam-se parafusos percutâneos minimamente invasivos (6).

Referências

1. Wong AP, Smith ZA, Stadler JA, Hu XY, Yan JZ, Li XF, et al. Minimally invasive transforaminal lumbar interbody fusion (MI-TLIF): surgical technique, long-term 4-year prospective outcomes, and complications compared with an open TLIF cohort. Neurosurg Clin N Am. abril de 2014;25(2):279–304.

2. Harms J, Rolinger H. Die operative Behandlung der Spondylolisthese durch dorsale Aufrichtung und ventrale Verblockung. Z Orthop Unf. 18 de março de 2008;120(03):343–7.

3. Schwender JD, Holly LT, Rouben DP, Foley KT. Minimally invasive transforaminal lumbar interbody fusion (TLIF): technical feasibility and initial results. J Spinal Disord Tech. fevereiro de 2005;18 Suppl:S1–6.

4. Wang H-L, Lü F-Z, Jiang J-Y, Ma X, Xia X-L, Wang L-X. Minimally invasive lumbar interbody fusion via MAST Quadrant retractor versus open surgery: a prospective randomized clinical trial. Chin Med J (Engl). dezembro de 2011;124(23):3868–74.

5. Humphreys SC, Hodges SD, Patwardhan AG, Eck JC, Murphy RB, Covington LA. Comparison of posterior and transforaminal approaches to lumbar interbody fusion. Spine. 1 de março de 2001;26(5):567–71.

6. Lee CK, Park JY, Zhang HY. Minimally Invasive Transforaminal Lumbar Interbody Fusion Using a Single Interbody Cage and a Tubular Retraction System?: Technical Tips, and Perioperative, Radiologic and Clinical Outcomes. J Korean Neurosurg Soc. setembro de 2010;48(3):219–24.

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